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Terça, 12 de Novembro de 2019
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Pesquisa sobre hepatite subsidia ações de saúde da SES-GO
23/05/2019 10h55 - Atualizado em 12/06/2019 10h24

Estudo populacional com dados de notificação compulsória do SUS que apresenta séries históricas dos casos goianos de hepatites foi publicado no primeiro fascículo da Revista Científica da Escola de Saúde Pública Cândido Santiago de 2019. Para realizar a pesquisa, dados coletados entre 2013 e 2017 foram avaliados sob a perspectiva da situação epidemiológica das hepatites virais em Goiás. A hepatite B foi o sorotipo mais prevalente, com 5.607 episódios, seguido de hepatite C (1.713) e hepatite A (208), de um total de 7.762 casos confirmados. Entre as formas de contaminação de hepatite B e C, a via sexual foi a mais prevalente.

A ideia de desenvolver uma pesquisa científica sobre hepatite viral quando a fisioterapeuta Glênia Feitosa dos Santos Barbosa passou a integrar a equipe da Coordenação Estadual de Hepatites Virais da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa). Além de apontar a maior prevalência do tipo B entre as hepatites virais mais frequentes, os dados confirmaram a necessidade de planejamento e/ou incremento de ações específicas para promoção de saúde e prevenção das situações de contaminação.

“Pelo fato de hepatite B ainda ser um problema de saúde pública, exige-se um conjunto de ações e envolvimento intersetorial para controlar essa doença viral”, explica Glênia, que usou o estudo como base para melhorar as ações desenvolvidas pela coordenação em que ela atua.

Pesquisa aplicada

Entre 2013 e 2018, ações específicas permanentes foram realizadas, como campanhas de alerta, orientações, testagem rápida, capacitação de quase 1 mil profissionais e orientações de gestão e administração de casos para as hepatites B e C. A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) aumentou o número de testes rápidos distribuídos, de 9.3 mil, em 2013, para 318.8 mil em dezembro de 2018. Até abril de 2019 já foram 159.725 testes.

A Coordenação Estadual de Hepatites Virais também trabalha em parceria com organizações não-governamentais (ONGs), universidades, escolas de saúde, hospitais e conselhos profissionais. “Realizamos vários eventos comunitários de testagem rápida em diferentes locais, além de distribuição de insumos e material educativo para a população. Fazemos monitoramento, em tempo real, do banco de dados e dos exames”, explica a pesquisadora. Ela cita também o Comitê Estadual de Transmissão Vertical (transmissão de doenças da mãe para o feto) como outra ação que tem como objetivo investigar e analisar os eventos relacionados à transmissão vertical de sífilis, HIV e Hepatites B e C, para apontar medidas de intervenção para sua redução.

Entre as ações prioritárias do Ministério da Saúde está a erradicação da Hepatite C até 2030. “Com a inovação da medicação para a hepatite C, já temos a cura e já são mais de dois mil pacientes curados. O centro de referência é o HDT (Hospital de Doenças Tropicais) do Estado de Goiás”, ressalta a fisioterapeuta. Outra prioridade do Ministério da Saúde é a campanha em massa da vacina contra a Hepatite B, para mulheres entre 15 e 49 anos – que é a faixa etária reprodutiva, contribuindo para a redução da Transmissão Vertical.

Para a profissional de saúde, as pesquisas científicas no âmbito da SES-GO são necessárias. “As pesquisas são importantes para ter um parâmetro e demonstrar os pontos fortes das políticas públicas de saúde e também o que precisa ser melhorado”, avalia ainda Glênia, que teve como orientadora a nutricionista Sânzia Francisca Ferraz, mestre em Nutrição e Saúde pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e servidora da Superintendência de Educação em Saúde para o SUS (Sest-SUS).

Revista Científica da Esap

Publicado no dia 5 de maio, a edição do primeiro fascículo da Resap em 2019 inclui cinco artigos científicos que abordam assuntos de interesse dos profissionais da vigilância em saúde e atenção primária à saúde.

O primeiro artigo é o estudo de Glênia. O segundo também faz um estudo populacional em base de dados, mas expõe os casos de microcefalia e de outras alterações neurofuncionais em neonatos, distribuídos por séries históricas e geográficas em Goiás. O terceiro artigo é relata experiência do acompanhamento pré-natal de enfermagem para gestantes atendidas numa Unidade de Saúde da Família em Cachoeira Alta. O quarto e o quinto artigos são revisões da literatura que abordam o tratamento da obesidade, um sobre o acompanhamento psicológico de adolescentes obesos e outro sobre intervenções com fitoterápicos para redução de massa corporal.

A Resap é um periódico de acesso livre e gratuito, publicado quadrimestralmente pela Esap, apenas na versão eletrônica, disponível no endereço www.revista.esap.go.gov.br. Sua missão é disseminar o conhecimento científico, revisto por pares, desenvolvido por pesquisadores e trabalhadores da área das Ciências da Saúde, com ênfase em Saúde Pública, Saúde Coletiva, Educação em Saúde e Gestão em Saúde. Os manuscritos escritos em português, inglês ou espanhol e submetidos para análise devem ser originais, não ter sido previamente publicado ou apresentado em outros periódicos.

Para acessar a revista e conhecer um pouco mais sobre as pesquisas científicas realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, clique no link:

http://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/article/view/106

Gabriela Dutra (texto) e Karim Alexandre (foto), da Comunicação Setorial

Legenda da foto: a pesquisadora Glênia Feitosa e sua orientadora, Sânzia Francisca Ferras, mestre em Nutrição e Saúde pela Universidade Federal de Goiás e servidora da Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS (Sest-SUS)

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